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Clima e formações vegetais

Muitas vezes confunde-se estado de tempo com clima. Embora sejam conceitos diferentes, eles estão interligados, uma vez que à sucessão habitual do estados de tempo, que ocorrem numa área, durante um longo período de tempo dá-se o nome de clima.

O estado de tempo corresponde às condições atmosféricas (temperatura, precipitação, nebulosidade, etc) num certo momento e lugar.

As condições atmosféricas variam de dia para dia e de lugar para lugar. Contudo, os estados do tempo em Portugal e noutros países sucedem-se de forma semelhante de ano para ano.

 

É igualmente importante saber que existem diferentes:

  • Zonas Climáticas
  • Tipos de Clima

Essa diferenciação resulta da conjugação dos vários elementos clima caracteriza-se pelo comportamento de vários elementos (temperatura, precipitação, humidade, pressão atmosférica, nebulosidade, vento, entre outros), sendo a temperatura e a precipitação os mais importantes.

 

 

ELEMENTOS E FATORES CLIMÁTICOS

Elemento climático: Temperatura

A partir do registo das temperaturas podemos calcular:

TEMPERATURAS MÉDIAS (soma dos valores de temperatura registados a dividir pelo número de registos)

AMPLITUDES TÉRMICAS (diferença entre a temperatura máxima e a temperatura mínima registadas).

Estes cálculos podem ser feitos para um dia (diurna), para um mês (mensal) ou para um ano (anual).

 

Como consequência do Movimento de Rotação, a temperatura varia ao longo de um dia: quanto maior é a inclinação dos raios solares mais fraco é o aquecimento.

Como consequência do Movimento de Translação, a temperatura varia em latitude e ao longo do ano.

 

 

Podemos analisar a distribuição das temperaturas em mapas de ISOTÉRMICAS (linhas que unem pontos de igual temperatura).

Mapa de isotérmicas - Janeiro

 

Mapa de isotérmicas - Junho

 

De acordo com esses mapas podemos estabelecer zonas térmicas:

  • Registam-se temperaturas médias anuais elevadas e fracas amplitudes térmicas anuais junto ao Equador
  • Registam-se temperaturas médias anuais moderadas e maiores amplitudes térmicas anuais nas latitudes médias
  • Registam-se temperaturas médias anuais baixas e fortes amplitudes térmicas anuais junto aos Pólos.

 

Com base na distribuição das temperaturas em latitude divide-se a Terra em zonas climáticas:

  • ZONA QUENTE ou INTERTROPICAL (localizada entre os trópicos)
  • ZONAS TEMPERADAS DO NORTE E DO SUL (localizadas entre os trópicos e os círculos polares)

ZONAS FRIAS DO NORTE E DO SUL (respectivamente a Norte e a Sul dos círculos polares)

 

 

FATORES QUE INFLUENCIAM A TEMPERATURA

 

 

 Elemento climático: precipitação

 

 

A precipitação é a queda de água no estado líquido (chuva) ou sólido (neve e granizo). Resulta da condensação do vapor de água que existe na atmosfera.

Para se medir a quantidade de precipitação caída por unidade de superfície, durante um certo intervalo de tempo, utliza-se um pluviómetro. A medição exprime-se em milímetros de altura (mm) ou em litros por metro quadrado (l/m2). A cada litro por metro quadrado corresponde a um milímetro de altura.

A precipitação mensal obtém-se a partir da soma do volume de água caída durante todos os dias de um mês. Do mesmo modo, a precipitação total anual resulta da soma do volume de água caída ao longo dos meses do ano.

 

 

A precipitação é a queda de água no estado líquido (chuva) ou sólido (neve e granizo). Resulta da condensação do vapor de água que existe na atmosfera.

Para se medir a quantidade de precipitação caída por unidade de superfície, durante um certo intervalo de tempo, utliza-se um pluviómetro. A medição exprime-se em milímetros de altura (mm) ou em litros por metro quadrado (l/m2). A cada litro por metro quadrado corresponde a um milímetro de altura.

A precipitação mensal obtém-se a partir da soma do volume de água caída durante todos os dias de um mês. Do mesmo modo, a precipitação total anual resulta da soma do volume de água caída ao longo dos meses do ano.

 

À semelhança da temperatura, a precipitação também se distribui de forma irregular à superfície da Terra. Os valores mais elevados registam-se nas regiões equatoriais (América Central, Noroeste da América do Sul, no Sul e Sudeste da Ásia). Em oposição, os valores mais baixos ocorrem nas regiões tropicais (Norte e Sudoeste do continente africano, interior da Austrália, etc.) e nas regiões polares (Norte do Canadá, Gronelândia, Antártida, Norte da Ásia, etc.). Nestas regiões a precipitação é muito escassa e por vezes nula, sendo ali que se localizam os maiores desertos quentes e frios do mundo.

 

Distribuição da precipitação à superfície da Terra

 

 

TIPOS DE CHUVAS

  • Chuvas Orográficas ou de Relevo: tem origem no encontro com uma elevação da superfície terrestre
  • Chuvas Convergentes: tem origem na convergência e futura ascendência dos ventos
  • Chuvas Convectivas:tem origem num sobreaquecimento da superfície terrestre
  • Chuvas Frontais: tem origem no encontro de 2 massas de ar com características diferentes

 

FATORES QUE INFLUENCIAM A PRECIPITAÇÃO

 

 

Elemento climático: Humidade

É medida pelo higrómetro, aparelho que mede o grau de humidade atmosférica e que se exprime em gramas de água por m3 de ar (g/m3)

 

Elemento climático: vento

É medido pelo anemómetro, aparelho que permite medir a velocidade do Vento (km/hora)

 

Elemento climático: Pressão atmosférica

É medida pelo barómetro, aparelho que se exprime em milibares (mb).

 

 

A pressão atmosférica é o peso que o ar exerce à superfície da Terra. O seu valor expressa-se em milibar (mb) ou em hectopascal (hp).

O valor normal da pressão atmosférica é de 1013 mb ou 1013 hp.

No entanto o valor da pressão varia por influência de dois factores principais:

  • a altitude ( a pressão diminui com a altitude pois diminui a coluna de ar atmosférico sobre um lugar)
  • a temperatura ( o ar quente é mais leve e sobe, diminuindo a pressão; o ar frio é mais pesado e desce, aumentando a pressão).

 

Para além destes pode haver outros factores a influenciar o valor da pressão atmosférica.

Os centros barométricos podem ser:

CENTROS DE ALTAS PRESSÕES ou ANTICICLONES - quando o peso do ar é superior ao normal

  • Nos centros de Altas Pressões o movimento do ar é descendente em altitude e divergente à superfície;

CENTROS DE BAIXAS PRESSÕES ou DEPRESSÕES - quando o peso do ar é inferior ao normal

  • Nos centros de Baixas Pressões o movimento do ar é convergente à superfície e ascendente em altitude.

O ar desloca-se sempre das altas para as baixas pressões e a esse movimento na horizontal chamamos vento.

 

O movimento do ar faz com que os centros barométricos estejam associados a determinados estados de tempo:

  • as altas pressões estão associadas a bom tempo pois o ar ao descer aquece e afasta-se da saturação, sendo impossível a formação de nuvens e a chuva.
  • as baixas pressões estão associadas a mau tempo pois o ar ao subir arrefece e aproxima-se da saturação, formando-se nuvens que dão origem a chuva.

Ficheiro:Ciclone.jpg

 

Os centros de pressão têm uma distribuição zonal à superfície da Terra:

no Equador existe uma faixa de baixas pressões

nos Trópicos existe uma faixa de altas pressões

nos Círculos Polares existe uma faixa de baixas pressões

nos Pólos existem altas pressões

 

 CLIMAS